Qual mal?

Qual mal?

Quando chegou na terra de onde tirou os dramas, não chorou.  Se conversava em inglês consigo mesmo, não entendeu por que compreendia a língua com dificuldade.

Se era o que sonhava, por que não estava tão feliz?

Os sentimentos estão mais fortes e gritantes, no entanto, não conseguem romper e se tornar palavras. Somente se mantêm em um diário.

Sempre gostou de estudar, livros sempre foram refúgios. O aprendizado passou a ser aterrorizante por ser simplesmente diferente.

A verdade é que, ao viver no ambiente (antes inacessível) inspirador de sonhos, foi capaz de ver toda a realidade. Quando se virou um deles, tornou-se imune.

José Eduardo Brum

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