Ano novo, remédios novos

Ano novo, remédios novos

Desde que descobriu a passagem de ano como um momento de pedir boas vibrações para o que se inicia, decidiu também pedir a cura para a suas doenças.

Aos 15 anos pediu para a dor de amor, que a afetou quando seu par escolheu outra dama para o baile de debutantes.

Aos 16, suas borboletas no estômago se transformaram em gastrite, e foi por ela que a menina pulou as sete ondinhas no mar.

Aos 17, pediu pelas dores de cabeça, causadas por golpes muito pesados, disfarçados de palavras que ela mal sabia pronunciar.

Na virada para os 18, arriscou-se mais, e pediu a cura para a doença chamada “falta de esperança”.

— E tem cura isso?

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

Espero que sim, pensou.

Mariana Virgílio

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