Não acaba

Não acaba

Nas noites de encontros dos amigos eu me remoía antes de começar o ritual. Criei o ritual pra automatizar tudo, pra lidar com a falta de prazer em ter que sair de casa, em ter que sair com eles.

Banho, roupa, sorriso e bar. Com música, pessoas falando, violão tocando. Pra quê!? Também conversei, cantei, me diverti como tinha que ser. Se fosse diferente, fariam perguntas que eu não queria responder.

Gustavo Burla

Texto elaborado juntamente com os participantes da oficina “Arquétipos e criação de personagens” realizada no Palavre-se, Tenetehara, agosto de 2019.

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