O gambá

O gambá

Descobriu que havia um gambá passeando de noite pelo quintal quando encontrou morta uma de suas galinhas. Passou a prender sua fauna dos fundos (as três cabeças restantes) no galinheiro até o sol nascer.

Durante o clímax do filme de suspense ouviu as penosas temerosas e correu para afugentar o gambá que rondava o galinheiro, fazendo “bu!” pela grade de tempos em tempos. Sangrou com pena (ou sem) as aves e as comeu em família.

Era pouco vento para muito som de árvore e foi para o terreiro encontrar o gambá se divertindo entre galhos e pêras e pitangas. Flagrado pela lanterna, fez cara de “ops” (se aumentar o som escuta I did it again) e correu pelo muro até sumir.

Quintal pelado, os potes de chocando que o fizeram chegar até o canto do quintal, onde o gambá bebia água depois de ter levantado o ralo. Respiraram no mesmo tempo e lançou a pergunta ao bicho:

— O que você vem buscar aqui?

— Sua paciência.

Gustavo Burla

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