Viagem ao centro do nada

Às vezes, quase sempre, ele se perguntava o que estava fazendo ali. Sentava no canto, meio de lado, com o vento que entrava pela janela bafejando-lhe a nuca. Mas era uma carteira suficientemente na frente para tentar ouvir a voz meio sussurrada do professor. O professor, já idoso, tossia alto, mas falava baixo, talvez para […]

Sem diminutivos

Era uma vez uma menininha muito quietinha, que andava devagarinho, chegava mansinho, falava baixinho, tão pequenininha como ela só. Até o dia em que se apaixonou. Aí a confundiram com um vulcão. Táscia Souza

Tem que ter

– Não tenho nada. – Mas a gente sempre tem alguma coisa. – Não eu. – Não tem cansaço? Não tem sede? Fome? Frio? Calor? Ódio? Tédio? – Não. Nada. – Como pode? – Não sei… Sou feliz. Só isso. – Feliz? – É. – Então está dizendo que tem felicidade. – … É… De […]