Ensinador,

lembre-se que estes Ciclos Temáticos devem ser utilizados conforme as normas apresentadas na Cartilha para Ensinar e, para o bom desenvolvimento pedagógico, precisam seguir a ordem cronológica abaixo, definida pelo Ministério da Educação.

Ciclo Temático 1: História da Sociedade de Vidro

Ciclo Temático 2: História da Mudança de Fala

Ciclo Temático 3: História de Dois Lugares Diferentes

Ciclo Temático 4: Comparativo 1

Ciclo Temático 5: História da Vida Sob a Marquise

Ciclo Temático 6: Comparativo 2

Ciclo Temático 7: História dos Livros Queimados

Uma sociedade em que todos os livros eram queimados mostra claramente ao estudante um comportamento inconsequente, como ele mesmo perceberá durante o Ciclo, sob orientação do ensinador. Queimar todos livros é queimar histórias. É eliminar A História, ciência que, é óbvio, conduz todas as outras no desenvolvimento pedagógico da sociedade autorregulatória. Uma triagem do que é benéfico à sociedade é conveniente ao bom governo. Sem o conhecimento do que aconteceu, muitas relações seriam impossibilitadas ou deficitárias, como se percebe na narrativa.

Sem a possibilidade de aprender com as histórias dos outros ou de contar as suas, as pessoas chegam a um momento de ponto final. Algumas aceitam que aquela sociedade totalitária é justa e se deixam envolver por funções que aumentam a censura, como ocorre com os que se tornam bombeiros. Um nome errado para a profissão, pois aqueles não são profissionais bons, pelo menos para os valores de hoje.

Percebe-se, também, que a orientação de valores daquela sociedade levou muitos a terem sua reflexão apenas tarde demais. Essas pessoas percebem os outros comportamentos possíveis, que são a morte ou a intolerância. A morte pode ser da própria pessoa, que prefere ir junto com livros queimados, ou de seres em volta, desencadeando o prazer em atropelar animais, o que abala a biosfera. O caminho da intolerância leva à fuga dos limites urbanos, em que a loucura leva cada pessoa a se comportar como um livro, ou ao uso irrestrito de medicamentos, que também pode levar à morte.

Sem narrativas, as pessoas se perguntam o motivo, a origem, o porquê de tudo o que não tem explicação. Numa sociedade em que os livros eram queimados sem critério, esse tipo de pergunta não era aceita. Essa forma de repressão é recriminada em nossa sociedade, por isso gostamos de transparência nas informações. A orientação é de que todos sejam francos em suas histórias, sem esconder partes, para que não seja necessário fazer perguntas sobre os pontos omissos.

O que aprendemos com a História:

– Os cidadãos vivem suas histórias. A memória é importante e os sentimentos atrelados a ela também. As pessoas precisam de histórias, de contar as suas histórias e viver as histórias dos outros, por isso o governo encoraja que todos se perguntem sobre os afazeres dos parentes e amigos ao longo do dia.

– Um funeral é espaço de contar histórias, um lugar de sentimentos pelo passado da pessoa que morreu. A vida tem momentos bons e ruins e os funerais existem para lembrar aos que estão vivos que é importante fazer o bem, cuidar dos outros e agir para ter uma sociedade em que seja bom viver.

– O uso de remédios deve ser acompanhado pelo governo e pelos especialistas por ele autorizados. O Ministério da Saúde segue as recomendações das ciências para orientar tratamentos, recomendar consumo de produtos e autorizar ou não o uso medicamentoso por cada um dos cidadãos. O Ministério da Saúde cuida da saúde dos seus cidadãos, ou não teria esse nome.

Ciclo Temático 8: Comparativo 3

Ciclo Temático 9: História das Mulheres que Sussurram

Texto publicado originalmente no dia 11 de julho de 2018, no Medium.