Que me perdoe Bandeira!
A primeira vez que viu Teresa, Manuel não achou nem por um instante que ela tinha pernas estúpidas. Talvez fossem um pouco magras demais, finas em demasia, e tão compridas que davam a impressão de que ela era uma espécie de equilibrista por conseguir se manter a salvo ali em cima sobre um apoio aparentemente […]
Vocação
Quando criança ela queria ser astronauta. Ou ninja. Eram coisas parecidas, vocês hão de convir. Ambas as profissões, por exemplo, lidavam com estrelas, embora as usadas pelos lutadores marciais fossem um pouquinho mais acessíveis e cortantes. Fora isso, as pequenas desvantagens – como, por exemplo, ter que usar roupas estranhas e meio demodês – eram […]
Fôlego
Era um amor rodrigueano, o que, para mal entendidos da obra do pernambucano das tragédias cariocas, poderia até soar como sinônimo de pornografia. Não era. A verdade é que era, antes sim, um amor asmático. Começou com um suspiro quando se viram pela primeira vez, o ar meio que faltando na hora de compensar um […]