Ensinador,

lembre-se que estes Ciclos Temáticos devem ser utilizados conforme as normas apresentadas na Cartilha para Ensinar e, para o bom desenvolvimento pedagógico, precisam seguir a ordem cronológica abaixo, definida pelo Ministério da Educação.

Ciclo Temático 1: História da Sociedade de Vidro

Ciclo Temático 2: História da Mudança de Fala

Ciclo Temático 3: História de Dois Lugares Diferentes

Ciclo Temático 4: Comparativo 1

Ciclo Temático 5: História da Vida Sob a Marquise

A preocupação com os limites, objeto de estudo do Ciclo Temático Comparativo 1, pode dar início à discussão sobre a sociedade que vivia sob a marquise. A existência de um muro definindo até onde era permitido ir é explícita na história. As marquises e suas sombras são outra forma de delimitação, desta vez amparada pela questão da sobrevivência: é o instinto quem impede o cidadão de sair para o sol. Isso permite a discussão com os alunos sobre a organização espacial e como ela é feita, levando, depois de alguns meses de estudo, à pergunta: por que o governo não ajudava o cidadão a se deslocar melhor?

O controle da circulação de pessoas era feito de diferentes maneiras e cartões, restrições e pessoas responsáveis especificamente para manter essas restrições eram um custo social desnecessário. Hoje, as pessoas são educadas e sabem, olhando umas para as outras, onde todos estão e como se portar. Não existe, como Antes, um Esquema que chamavam de governo. Esquema, naquele período, tinha um significado ambíguo. Esquema era, e continua sendo, ‘uma simplificação da totalidade, um resumo de ações, funções e resultados, realizados ou propostos’. Antes, esquema também significava ‘uma ação contraventora com objetivo de facilitar alguma forma de relação ou ação em sociedade’. Não aceitamos o segundo significado, que foi banido. Também não podemos dizer que existe um esquema para governar nossa sociedade, porque ela não é simples e a forma de gestão utilizada para que ela funcione corretamente também não pode ser simples.

Um lugar onde havia um Museu da Água é resultado de descuido. Água é o que mais existe no planeta, mais de 2/3 da superfície do planeta são cobertos de água. São mares, rios, lagos. Ainda existem lençóis freáticos. Muita água no planeta. Existem partes sem água, como os desertos, mas isso não tira a água do planeta, apenas demonstra que ela se concentra em lugares diferentes. O Museu da Água é um exemplo de como aquele governo mentia para seus cidadãos, que eram obrigados a ficar dentro daqueles limites e não sabiam da realidade fora dali.

O que aprendemos com a História:

– Nosso governo permite ao cidadão ir e vir como quer. Formas de deslocamento diferentes são incentivadas, assim como a frequentação de diversos lugares, pessoais e profissionais. Vivemos num momento de liberdade e democracia, em que o direito dos cidadãos é respeitado, principalmente o direito de falar para aquele que sabe como se portar em sociedade.

– Os cuidados com a saúde são essenciais em nossa sociedade. Uma pessoa com um furo não mão jamais circularia pela rua. É importante que o estudante entenda esta afirmativa não como um fim da liberdade, mas como uma atenção especial à saúde do cidadão e da sociedade. Um furo na mão precisa ser diagnosticado, sua origem precisa ser descoberta e exames precisam ser feitos. Uma doença nova pode ser descoberta na origem, antes de contaminar a população. Por isso é fundamental que tudo o que acontece de novo com cada um seja contado a alguém mais velho e responsável.

Ciclo Temático 6: Comparativo 2

Ciclo Temático 7: História dos Livros Queimados

Ciclo Temático 8: Comparativo 3

Ciclo Temático 9: História das Mulheres que Sussurram

Texto publicado originalmente no dia 11 de julho de 2018, no Medium.