Ao pé do ouvido

Ao pé do ouvido

Ela soltou um suspiro audível quando o sentiu entrar na cavidade úmida, a ponta macia roçando um ponto de sensibilidade aflorada bem lá no fundo. Os pelos da nuca se arrepiaram enquanto seus dedos o apertaram mais, intensificando o movimento. O vai e vem rodopiante, que a fazia fechar os olhos e encostar a testa no azulejo, durou alguns minutos, até que, com um último gemido, retirou-o de si e atirou a haste azul, agora com o algodão branco um pouco sujo de cera, na lixeira.

Táscia Souza

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